boas vindas

cultura livre

Pesquisar este blog

garota veneno

cultura livre

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

a casa dos dez negrinhos



Uma ilha. Dez pessoas. Um assassino. Se estas premissas já garantiriam Uma boa trama policial, imagine uma escrita pela mestra do suspense, Agatha Christie. É simplesmente genial!

Quando um a um, os personagens vão morrendo sem saber quem é o assassino. Nem os personagens, nem o leitor. Eu bem que tentei, mas a Sra. Christie conseguiu me enganar completamente. Só desvendei o mistério quando terminei de ler o livro, o que não é lá grande coisa já que ela revela tudo no epílogo. Todos os meus palpites sobre quem era o culpado estavam errados. Todas as pistas que foram deixadas eu não percebi. Até chutei que era o mordomo, por falta de imaginação e opção. Hehehe, a conclusão é que definitivamente eu não tenho nenhum tino pra Sherlock Holmes.

A história começa quando dez pessoas são convidadas a ir para a deserta Ilha do Negro por motivos diferentes. Lá descobrem que além de não se conhecerem nem ao seu hospedeiro, todas são acusadas de terem praticado um homicídio no passado. Como não conseguem sair da ilha, e diante de uma nova morte a cada momento, a tensão, o medo, a suspeita e as acusações mútuas vão ficando cada vez mais comuns. Mas todos querem descobrir o verdadeiro assassino antes que seja tarde demais. Para cada pessoa que morre, a estátua de um negrinho que está em cima da mesa de jantar desaparece. E cada morte parece estar relacionada a uma velha historieta infantil em versos que aparecem gravadas em mármore nos quartos. Será que alguém conseguirá escapar desta armadilha? E você, se estivesse na Ilha do Negro, conseguiria?

O livro merece ser lido pela história, que é considerada uma das melhores já escritas por Agatha Christie. Mas a Editora Globo pecou em vários aspectos do livro. O primeiro e mais visível de todos é a péssima tradução. A impressão é que ou a tradução é mais velha do que eu ou o tradutor não entende muito do que se propôs a fazer. Um exemplo de um erro gritante: em inglês existe uma expressão para identificar horas fracionadas como na frase two hours and an quarter, que traduzindo para o português ficaria como duas horas e quinze minutos (veja mais no Tecla SAP). Agora imagine se alguém traduzisse como duas horas e um quarto! Você entenderia se não conhecesse a expressão em inglês? Quem fala as horas deste jeito no Brasil? Pois é, o tradutor deve ser o único que fala. Só os softwares de tradução automática (que são meio burrinhos em expressões) fazem isso. Outro problema é a qualidade do papel, que não é algo feito para durar. Tá certo que os livros de bolso (pocket) ou os romances água-com-açúcar de banca de jornal são impressos no mesmo tipo de papel, mas nenhum deles custa o que é cobrado pelo O Caso dos Dez Negrinhos.

A autora consegue explorar algo intrínseco a cada um de nós, o sentimento de culpa. É a mesma fórmula usada por outros mestres, como Kafka em O Processo, e também no cinema, como nas sequências de "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado". Mesmo que você não tenha feito nada, a sua consciência o acusará nas mínimas coisas, naquilo mais íntimo e secreto em sua personalidade.

livro a casa do penhasco

Este é um resumo do livro “A casa do Penhasco” e contém informações sobre o caso, o(a) assassino(a), a solução, etc.

Só clique no link “Continuar lendo” se já conhece a história, a trama, já sabe quem é o(a) culpado(a) ou então não se importa com isso.

Se deseja ler uma sinopse, citações sem spoilers, recomendo este outro post.

Caso queira prosseguir a leitura, por favor, seja bem-vindo…

Título original: Peril At The End House
Ano de lançamento: 1932

O detetive belga Hercule Poirot passa uma temporada de veraneio na Cornualha, no balneário de St. Loo. Ele já está aposentado e pretende apenas descansar.

Em sua companhia está seu velho amigo, o Capitão Hastings. Neste livro ele já está casado há 5 anos e administra uma fazenda na Argentina. Hastings passa férias na Inglaterra e se interessa pelo destino de Michael Seton, um piloto aventureiro que tinha desaparecido enquanto tentava completar a volta ao mundo num avião anfíbio e é manchete em todos os jornais.

Enquanto ambos estão à sombra do Hotel Majestic, Poirot recolhe o que parecia ser uma pedrinha do chão. Uma jovem aproxima-se deles e Poirot força um encontro, pois a pedrinha era na verdade uma bala de pistola disparada contra a jovem Nick Buckley, proprietária da Casa do Penhasco, que passou raspando pelo seu rosto.

Nick havia escapado de outras três tentativas de assassinato na mesma semana, mas não considerou isso seriamente. Poirot teve que tomar conta da situação, obrigando-a a chamar uma pessoa fora do círculo que freqüentava a casa naquele momento, com o objetivo de protegê-la de novos atentados.

Nick (cujo nome real era Magdala) chamou sua prima Maggie Buckley para passar uns dias em sua companhia. Os demais visitantes eram Frederica “Freddie” Rice, amiga de Nick com um histórico matrimonial digno de piedade; Jim Lazarus, dono de galeria de arte que estava apaixonado por Freddie; Comandante George Challenger, quarentão que pretendia pedir Nick em casamento; Charles Vyse, advogado e primo de Nick, que também tinha pretensões quanto à mão dela, e os Croft, casal australiano que alugava o chalé perto do portão da propriedade. Havia também a empregada Ellen, seu marido jardineiro e o filho de 11 anos, uma criança com interesses mórbidos.

Entrementes, novas notícias confirmam que o aventureiro Michael Seton havia morrido. Durante a exibição de queima de fogos a que muitos amigos e conhecidos de Nick foram convidados, Maggie é assassinada enquanto vestia um xale de Nick. Nick fica inconsolável e Poirot decide interná-la numa casa de repouso, com ordens estritas que proibiam todas as visitas.

Poirot e Hastings viajam a Londres para prosseguir a investigação e descobrem que o tio de Michael Seton, um misógino que havia morrido uma semana antes, era o segundo homem mais rico da Inglaterra e deixara quase toda sua fortuna para seu único sobrinho. O advogado da família Seton também informou que Michael havia deixado um testamento que beneficiava Magdala Buckley, sua noiva.

Enquanto isso, Nick sofria uma quinta tentativa de homicídio ao comer bombons recheados com cocaína. Poirot resolve encenar a morte de Nick e, graças a uma sugestão de Hastings, reúne todos os suspeitos para uma sessão mediúnica após a leitura do testamento de Nick.

Nessa reunião três fatos acontecem:
. o marido de Freddie ressurge e tenta matá-la com um tiro, que passa de raspão pelo ombro, e depois suicida-se, deixando Freddie livre para casar-se com Jim Lazarus, agora que ela livrou-se do vício da cocaína. Freddie acha que ele atirou em Maggie por engano, no escuro;
. o testamento de Nick surpreende a todos pois deixava todos os seus bens para a Sra. Croft. Nick havia dito a Poirot que seu testamento deixava a casa para seu primo Charles Vyse e o que sobrasse para Freddie, e que o Sr. Croft se oferecera para colocá-lo no correio para o advogado dela;
. o “fantasma” de Nick aparece, assim como a pistola usada no atentado na praia e no assassinato de Maggie, no bolso do casaco de Freddie.

Os fatos, que poderiam indicar Freddie ou os Croft como suspeitos, na verdade ocultavam a verdade: a vítima não era Nick, e sim sua prima Maggie, que também chamava-se Magdala Buckley e era a verdadeira noiva de Michael Seton, portanto sua herdeira e herdeira indireta da fortuna do tio dele.

Poirot usou o estratagema da sessão mediúnica para apanhar Nick em flagrante, o que conseguiu quando o Inspetor Japp escondeu-se na casa e testemunhou quando Nick apanhou a pistola de um esconderijo e o colocou no casaco de Freddie.

Descobrimos também que o Comandante George Challenger, que Hastings admirava por ser um “típico britânico honrado”, era o fornecedor de drogas de Freddie e de Nick, e o casal Croft era uma dupla de trapaceiros conhecidos que falsificara o testamento dela.
Powered By Blogger